Não é raro ouvir empreendedores do mundo digital se questionarem sobre inserir o E-commerce nos Marketplaces, se perguntando se vale a pena e o que é preciso para fazer sucesso nessa empreitada.

É necessário analisar, a princípio, que há uma diversidade de tipos de Marketplaces.

De interesse mais específico das Lojas Virtuais, relativo ao comércio varejista, são os do tipo B2C.

Nesse grupo de Marketplaces, Business to Consumer, o negócio acontece entre o comerciante e o consumidor final

Nessa relação, a plataforma Marketplace é o instrumento facilitador de compra e de comparação de preços.

E é aí que está a diferença entre E-commerce e Marketplace: o tipo de plataforma e seu objetivo.

O E-commerce está voltado para uma marca específica. É o negócio que implementa a plataforma, personaliza o formato da Loja, conquista os Consumidores, recebe os pagamentos e faz as entregas. 

No caso do Marketplace, a plataforma já existe. Para aderir e utilizar essa base tecnológica, o empreendedor precisa cadastrar seu E-commerce, se responsabilizar por incluir e atualizar os produtos, além de ter a incumbência do envio da compra.

O Marketplace faz o gerenciamento tecnológico, o marketing e se responsabiliza pelo sistema de pagamento.

No caso de marcas que já estão consolidadas no mercado, o ideal é trabalhar com um comércio eletrônico próprio, porque o E-commerce terá a identidade visual da empresa.

Para empreendedores iniciantes no mundo online, o Marketplace pode ser uma alternativa adicional à Loja Virtual, vantajosa para entrar no mercado digital, por ampliar sua visibilidade.

Vale lembrar que vários Marketplaces pedem a documentação da Loja Virtual para concretizar a integração.

De qualquer forma é sempre recomendável ter uma Loja Virtual bem estruturada, para usufruir dos atrativos oferecidos pelo mundo do Marketplace, seja ela pequena ou uma grande Rede

Iniciando um negócio, ou tendo uma empresa física estamos fadados a nos inserir no mundo Digital. Ter uma Loja Virtual constituída e incorporá-la a um Marketplace, com certeza, fará toda a diferença para a marca.

Algumas dicas para estruturar a Loja Virtual e usufruir das vantagens do Marketplace:

Informação

Ser transparente é mais que Lei (Decreto 7.962/13), é valor agregado.

Inclua as informações do seu E-commerce em lugar de destaque e acessível ao seu cliente porque, para além de ser Lei, isso transmite confiabilidade, respeito pelo consumidor e boa imagem para a marca:

CNPJ ou CPF

Endereço Físico

Informações sobre os produtos

Preços

Formas de Pagamento

Prazos

Regras de Devolução

Regras de Troca

Segurança

Incluir a Política de Privacidade, logo na página de entrada da Loja Virtual, de forma acessível e de fácil compreensão, mostra o quanto o E-commerce respeita o consumidor.

Mostrar ao cliente conhecimento e aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018), estabelece a ética da marca.

Cadastrar a Loja Virtual em Instituições que oferecem selos referentes aos melhores índices de atendimento ao consumidor e comprometimento com o pós – venda (ReclameAqui, Compre&Confie, Certisign, etc) eleva o grau de confiança na marca.

Adaptar a divulgação aos períodos e ocorrências importantes do mundo “real” (físico) dão o tom de engajamento e articulação do E-commerce, além de transmitir segurança aos clientes.

Neste momento específico, é fundamental deixar claro as ações que a empresa está tomando no combate ao Coronavírus: cuidados internos, higienização dos produtos e dos itens a serem enviados, por exemplo.

Prestativo e Ágil

Muitos consumidores, neste cenário de pandemia, forçosamente, tiveram sua primeira experiência de compra online. Esses consumidores representam uma parcela significativa da população.

São clientes que precisam de experiências positivas para se consolidarem como consumidores no mundo digital.

Ser claro e transparente quanto ao funcionamento das operações do E-commerce é fundamental: indisponibilidade do estoque, alteração de prazo de entrega, formas e horários de atendimento direto ao consumidor, etc.

Por trás da Loja online deve haver uma estrutura adequada para atender o cliente, dirimir dúvidas e resolver dificuldades: é vital que o consumidor tenha com quem falar, buscar ajuda, caso sua compra não corresponda à expectativa.

É dessa forma que as boas marcas permanecerão, em detrimento das fraudes que ainda possam ocorrer, na relação de compra e venda online.

Estratégia Comercial

 A página inicial é a vitrine do E-commerce e deve ser usada para apresentar os produtos em destaque e estimular a compra. Saber maximizar esse primeiro contato com a Marca é precioso.

Estar em sintonia com o mercado e destacar categorias de produto com maior procura, colocá-los em evidência é determinante para atender a necessidade do consumidor, além de uma boa estratégia de marketing.

Investir em imagens de qualidade nas fotos dos produtos oferece melhor condição para a escolha do consumidor; além de estimular a compra, minimiza as probabilidades de trocas e devoluções, o que é bom para o negócio.

Descrever os detalhes do produto, para complementar as fotos, também é essencial; propicia ao consumidor maiores oportunidades de realizar uma compra que atenda suas expectativas.

Criar estratégias de pós-venda para surpreender o cliente, oferecer uma boa experiência, é o caminho mais direto para conquistar fidelidade.

  • De saída, a entrega do produto deve ser feita em embalagens adequadas para protegê-lo e diferenciá-lo.

  • Agregar valor, se possível, enviando um recado ou um pequeno brinde é investimento em recompra.

Follow up sobre satisfação, desperta no consumidor o sentimento de ser notado e importante e abre uma janela para pesquisa sobre o E-commerce.

Os resultados desses questionamentos servirão de base para as novas estratégias do negócio e posicionamento cada vez mais sintonizado com público alvo.

E-mails Marketing personalizados criam uma relação de parceria com o cliente e informam sobre produtos e ofertas; e o remarketing alavanca ofertas relacionadas às compras anteriormente realizadas.

E finalmente, investir em programas de recompensa para clientes fiéis cria vínculos, garante futuros negócios e divulgação da marca pelos consumidores permanentes.

Para tomar uma decisão, cabe levar em conta que, ao contrário do que se possa imaginar, ter um E-commerce, especialmente  se estiver inserido num Marketplace, não significa minimização de empenho, ao contrário, representa maximização de trabalho.

A concorrência permanece e de uma forma até mais ativa, visto que com várias Lojas Virtuais similares na mesma plataforma é mais fácil para o consumidor comparar qualidade do produto, diferença de preços e satisfação de outros clientes.

Portanto, será vital  ser mais proativo, estar atento ao que os consumidores dizem sobre a Marca, após a compra; criar experiências surpreendentes; ter a grade de produtos inseridos sempre atualizada; estar inteirado em relação às expectativas do mercado e à concorrência; agregar valor ao produto; dar um atendimento pós venda especial e diferenciado.

Gerar um ciclo virtuoso, para a Marca ser buscada tanto no Marketplace quanto na Loja Virtual e vice versa. Ter o E-commerce lembrado em toda e qualquer plataforma!

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