Para alinhamento de conceito, a palavra telemedicina é a conjugação de tele + medicina, que significa medicina à distância.
Ao longo dos séculos, uma das maiores dificuldades foi levar produtos, informações e serviços a locais remotos.
No século passado, com a evolução de tecnologia da informação e das telecomunicações, a barreira da distância foi sendo, sistematicamente, quebrada.
A comunicação se tornou tão prática e acessível que coisas que eram consideradas uma ficção científica, hoje são uma realidade.
Os sistemas, de compras on-line e de distribuição, evoluíram tanto, em eficácia e segurança, que viabilizaram um novo modelo comercial, colocando as lojas dentro das nossas casas.
A segurança tornou o processo tão confiável que até nossas contas bancárias são manejadas, por nós mesmos, através do nosso telefone celular, sentados na cama.
Essa eficiência foi se tornando tão parte da vida moderna que a população começou a olhar para atividades que, até então, só eram medidas pela qualidade do resultado, sem preocupação com tempo, qualidade do atendimento, praticidade etc.
Basicamente essas atividades compreendiam a medicina, psicologia, advocacia, religião, e para ter acesso a elas não se media dificuldades.
Ocorre que, um pouco por conta de uma nova visão de mundo (profissionais mais afeitos a mudanças e utilização de tecnologia para ganho de produtividade e qualidade), um pouco por conta de fatores esternos ao contexto considerado normal (dificuldade de mobilidade, mudança de comportamento social, imposições governamentais etc.) começou-se a perceber que há oportunidades para inovação.
O que a telemedicina está apresentando, como solução, é uma lapidação do que, na prática, já acontecia com alguns profissionais mais ligados aos seus pacientes. Dúvidas tiradas por telefone, orientação para solução de um problema pontual, solicitação de uma receita para prosseguimento do tratamento etc.
A telemedicina aproxima mais o profissional da saúde e o paciente, chegando ao ponto de possibilitar até uma primeira consulta feita remotamente, quando a situação assim exige.
Da mesma forma como já se faz sessões do STF, depoimentos de detentos sem tirá-los do presídio, videoconferências e reuniões virtuais, os órgãos responsáveis pela saúde e seus conselhos, chegaram a conclusão que a medicina também merece essa possibilidade.
A pandemia acabou por dar um empurrão e, após essa fase, nada mais será como antes.
A telemedicina veio para ficar.

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